terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"O Mundo sem Money"


O que seria do mundo se não houvesse dinheiro?


Não é preciso irmos muito longe na nossa imaginação para saber como é viver sem dinheiro uma vez que, a crise económica mundial está bem presente nas nossas vidas. É só ligar a televisão – se a tivermos – para nos depararmos com homens, vestidos com os seus fatos de alta qualidade, comprados nas mais caras lojas (estilo, estrelas de Hollywood), e mulheres, trajadas e adornadas com a maior classe e nobreza possível, a falarem que estamos perante uma crise económica e que temos de “apertar os cintos”. Esta expressão sempre me fez rir de tão irónica!


No início da civilização, quando não havia dinheiro, havia troca de produtos naturais, frutos do trabalho e suor do Homem. Os mercados eram inundados por odores e produtos, ricos à sua maneira, e que serviam na perfeição para a vida quotidiana das pessoas. A desigualdade no valor dos produtos trocados era notória, porém as pessoas sentiam-se orgulhosas do seu trabalho. A honestidade e a honra estava em trabalhar, ganhar o “pão” para sustentar a família (numerosa) e orgulhar-se dos seus valores.


Depois chegaram os metais, e a sua preciosidade fez o Homem perder a cabeça. Os metais eram: úteis, belos, resistentes e davam poder a quem os possuísse. A ambição pelo poder partiu deste momento. Assim, foi criada a moeda… o dinheiro, que contribuiu para valorizar melhor os produtos, de forma a não haver desigualdades aquando da sua troca. Ou talvez não!


Neste momento já não sei nada, ou melhor, “eu só sei que nada sei” como disse Sócrates – ATENÇÃO à época histórica! O actual não tem essa modéstia.


Não quero depositar toda a culpa da crise, principalmente, a portuguesa, nos governantes pois, os “frutos do trabalho e suor do Homem” transformaram-se em “frutos do trabalho” de alguns e no descanso de outros. A honra foi-se! De que vale a honra nos dias que correm? Não deve ser uma honra roubar, injuriar, cobiçar, falsificar, corromper, mentir, fugir das responsabilidades… Se isso é honra, então o que é “cair em desonra”?


Nos dias de hoje, uma pessoa que tem muito dinheiro: é bem sucedida, avarenta, poderosa, prestigiada, superior, tem direito a uma impunidade tal face à justiça que parece intocável, tem direito à segurança – não importa quantos guarda-costas tenha, são “carne para canhão” – e ao conforto. Mas que rica definição de riqueza na actualidade!


Conclusão: Se o mundo está de tanga, para que querem eles a roupa?


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